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sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Aquecimento global pode ativar vulcões

Os geólogos estão desesperadamente tentando recolher dados que permitam compreender de que maneira o aquecimento global pode influenciar as atividades geológicas violentas. À medida que o nível cada vez mais elevado de dióxido de carbono causa aquecimento do planeta, os problemas associados ao derretimento das camadas de gelo não se limitarão a elevar o nível do mar, mas também poderão remover as camadas de bloqueio de vulcões. Mas determinar exatamente quando esses instáveis monstros de magma sofrerão erupções, em um mundo mais quente, é algo difícil de prever.
"O fato é que estamos causando hoje as mudanças do clima do futuro. Os riscos geológicos são mais uma área de atividade sobre a qual ainda não refletimos", diz Bill McGuire, da Centro de Pesquisa de Riscos Aon Benfield UCL, do University College de Londres. Ele organizou um encontro de vulcanologistas e oceanógrafos em sua universidade, nos dias 15 a 17 de setembro, para atrair atenção ao problema.
Em gelo fino
Uma prioridade é desenvolver modelos mundiais de como as mudanças no clima podem causar mudanças na atividade geológica, e sobre o modo pelo qual esses processos podem retroalimentar o sistema. No momento, não existem modelos desse tipo, de acordo com David Pyle, especialista em vulcões da Universidade de Oxford, no Reino Unido, e um dos palestrantes no encontro organizado por McGuire.
O problema é complexo, exacerbado pela dificuldade de separar situações causadas pelo clima dos efeitos de uma erupção vulcânica - os aerossois emitidos por uma erupção terão consequências para a química da atmosfera, e isso por sua vez afeta o clima. "As complexas consequências das atividades vulcânicas para a biosfera atmosférica continuam a ser compreendidas de maneira imprecisa", afirma Pyle.
Mas existem certamente alguns indícios de que menos gelo significa mais erupções dramáticas. "À medida que o gelo espesso se torna mais fino, pode surgir uma alta na explosividade das erupções", afirma Hugh Tuffen, da Universidade de Lancaster, Inglaterra.
Tuffen já fez viagens de pesquisa a diversos países, entre os quais Islândia e Chile, para estudar vulcões. Os efeitos das mudanças climáticas ao longo dos próximos 100 anos serão diferentes para diferentes vulcões, ele afirma, e muito mais dados serão necessários se desejamos compreender quais podem ser esses efeitos. Mas recolher esses dados não é uma tarefa trivial. Vulcões são lugares isolados e perigosos para viagens de pesquisa.
Deficiências nos dados
Por exemplo, na Islândia, ao final do ultimo período de deglaciação, cerca de 11 mil anos atrás, houve um grande surto de atividade vulcânica que, hoje, é vista como relacionada à presença de águas geradas pelo derretimento da camada de gelo e que vieram a inundar a área.
Nos vulcões islandeses, o gelo serve como uma tampa protetora que, quando removida, faz com que o magma que existe abaixo da superfície se descomprima muito mais rápido do que já estaria ocorrendo devido ao movimento geológico normal. O estado firme que em geral existe se perde, e isso torna as erupções mais rápidas e mais explosivas. Não existe muita demora entre a mudança no clima e as erupções vulcânicas, nesses casos, diz Tuffen.
Mas os vulcões dos Andes são diferentes. Contam com câmaras de magma abaixo deles. Quando o gelo derrete, a camada protetora igualmente se perde. Isso também pareceu causar elevação na atividade vulcânica, em episódios passados, mas porque as câmaras de magma ficam a até cinco quilômetros de profundidade, é incerto com que velocidade o vulcanismo se intensificou depois do degelo, diz Sebastian Watt, colega de Pyle em Oxford.
Watt recolheu dados sobre mais de 32 centros vulcânicos no Chile para tentar determinar uma tendência mais geral para a aceleração da atividade vulcânica. Ele usou datação por radiocarbono para determinar a idade de diversas amostras de rocha, e com base nisso mapeou onde e quando os vulcões da cordilheira sul-americana entraram em erupção nos últimos 18 mil anos. Infelizmente, uma frente fria geológica destruiu boa parte dessas provas. "A datação é um problema; há uma falta de dados de radiocarbono", diz Watt.
Ameaça incerta
Tuffen alerta que pode haver vidas em risco. No Chile, em Nevados de Chillán, uma área que parece particularmente suscetível a mudanças climáticas, os geólogos locais se irritaram, ele diz quando uma estação de esqui foi construída perto de um vulcão.
Tony Song, do Laboratório de Propulsão a Jato, uma divisão da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (Nasa), em Pasadena, Califórnia, modelou um cenário hipotético no qual o derretimento poderia deflagrar um grande deslizamento de terra subterrâneo, causando um enorme tsunami glacial.
"Porque o gelo se derrete mais rápido que o imaginado, seria preciso considerar mais esse tipo de situação", afirma Song. "Não sabemos ainda, de fato, qual será a ameaça nos próximos 100 anos", diz Tuffen. "Não acredito que devamos criar pânico injustificado, mas decerto devemos pensar em como atenuar riscos".
McGuire concorda. "O Painel Intergovernamental sobre a Mudança Climática (IPCC) não considerou essa espécie de risco", ele diz. "Você tem uma chance melhor de enfrentar qualquer forma de risco caso saiba o que está acontecendo", acrescenta. "A mudança climática não envolve apenas a atmosfera e a hidrosfera, mas também a geosfera".

Fonte: Terra Ciência

Microchip pode devolver a visão a pessoas cegas

Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT) estão desenvolvendo um microchip que adere ao olho para recuperar a visão, e testes em humanos podem começar em três anos.
O chip, coberto em titânio para aguentar as torturas do corpo humano por 10 anos, gruda na parte externa do olho. Aparentemente, a lente do olho ainda é usada, mas a luz atinge eletrodos implantados que, por sua vez, fazem o chip transmitir imagens direto no nervo ótico.

Desenvolvida nova vacina contra a AIDS

Recentemente, um estudo publicou que uma vacina contra a AIDS fora criada, e que reduzia o risco de contágio em mais de 30%.

Veja o vídeo aqui, explicando o funcionamento da vacina.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Dormir mal aumenta chances de se pegar gripe. Veja porquê.

Com a aproximação da temporada de resfriados, muitos americanos começam a estocar sua vitamina C e equinácea. Mas prestar atenção ao velho conselho de manter o sono em dia pode ser mais importante. Estudos sugerem que sono ruim e susceptibilidade a resfriados andam de mãos dadas e cientistas acreditam que isso pode ser um reflexo do papel do sono na manutenção das defesas do corpo.
Em um recente estudo para o periódico The Archives of Internal Medicine, cientistas acompanharam 153 homens e mulheres durante duas semanas, registrando a qualidade e duração do seu sono. Depois, colocaram os indivíduos em quarentena por um período de cinco dias e os expuseram ao vírus do resfriado. Aqueles que dormiram uma média menor do que sete horas por noite se mostraram três vezes mais suscetíveis a ficarem doentes do que aqueles com média de ao menos oito horas.
Sono e imunidade, ao que parece, estão estreitamente ligados. Estudos descobriram que mamíferos que precisam de mais horas de sono também produzem mais células brancas, que combatem doenças - mas não células vermelhas, embora ambas sejam produzidas na medula óssea e tenham a mesma origem celular. E pesquisadores do Instituto Max Planck para Antropologia Evolucionária mostraram que espécies que dormem mais apresentam maior resistência a patogênicos.
"Espécies que desenvolveram um sono mais longo", escreveram os cientistas do instituto, "parecem ser capazes de investir mais em seus sistemas imunes e ficar mais protegidas".
A CONCLUSÃO: Pesquisa sugere que dormir mal pode aumentar a susceptibilidade a resfriados.

Fonte: Terra Ciência

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Será que todos nós somos mutantes? Veja porquê.

Um estudo britânico e chinês sugere que cada ser humano possui pelo menos 100 mutações genéticas no DNA.

Nos últimos 70 anos, vários cientistas vêm tentando chegar a uma estimativa precisa sobre a taxa de mutação nos humanos.

A pesquisa recente, publicada na edição desta semana da revista científica Current Biology, conseguiu chegar a um número considerado confiável graças às novas tecnologias de sequenciamento genético.

Os cientistas aplicaram a tecnologia ao estudo dos cromossomos “Y” de dois homens chineses. Os pesquisadores sabiam que os dois eram parentes distantes e partilhavam de um antepassado comum que nascera em 1805.

Ao analisar as diferenças genéticas entre os dois homens e o tamanho do genoma humano, os cientistas concluíram que as novas mutações genéticas podem chegar a 100 e 200 por pessoa.

As novas mutações podem, ocasionalmente, levar ao desenvolvimento de doenças graves, como o câncer.

Os cientistas esperam que as descobertas e as novas estimativas sobre as mutações possam abrir caminho para tratamentos que auxiliem na redução do aparecimento das mutações e que possam contribuir para um melhor entendimento sobre a evolução humana.

Busca

Em 1935, um dos fundadores da genética moderna, JBS Haldane, estudou um grupo de homens que sofriam de hemofilia – um distúrbio na coagulação do sangue.

Na época, Helmand sugeriu que cada ser humano carregava cerca de 150 mutações no DNA.

Desde as pesquisas de Helmand, diversos cientistas tentaram produzir estimativas sobre o número de novas mutações ao analisar o DNA de chimpanzés.

Somente agora, com a tecnologia disponível de sequenciamento, os cientistas puderam produzir uma estimativa mais precisa e que, coincidentemente, confirma as estimativas sugeridas por Helmand em 1935.

“A quantidade de dados que geramos com a pesquisa era inimaginável há alguns anos”, disse Yali Xue, do Wellcome Trust Sanger Institute, um dos autores do estudo.

“Encontrar esse pequeno número de mutações foi mais difícil do que encontrar agulha no palheiro”, afirmou o cientista.

O especialista em genética Joseph Nadeau, da Case Western Reserve University, nos Estados Unidos, afirmou que as novas mutações genéticas são fonte de uma variação hereditária, algumas podem causar doenças e distúrbios, enquanto outras determinam a natureza e o ritmo das mudanças evolutivas.

Segundo ele, “as notícias são animadoras”.

“Nós finalmente conseguimos obter estimativas confiáveis sobre as características genéticas que são urgentemente necessárias para entender quem somos nós geneticamente”, afirmou o cientista.

Fonte: BBC Brasil

Estudo detecta vírus que pode ser causa de câncer de próstata

Um estudo americano encontrou evidências de que o câncer da próstata pode, talvez, ser causado por um vírus.
O vírus, conhecido como XMRV, causa leucemia e sarcomas em animais.
Pela primeira vez, ele foi identificado em células cancerosas de tumores malignos da próstata, dizem pesquisadores das universidades de Utah e Columbia, nos Estados Unidos.
Se for confirmado que o XMRV (xenotropic murine leukemia virus-related virus) causa câncer da próstata em humanos, o caminho estará aberto para a criação de testes para diagnóstico, vacinas e tratamentos para o câncer, segundo o estudo, publicado na revista científca Proceedings of the National Academy of Sciences.
Nos Estados Unidos, o câncer da próstata é o segundo tipo de câncer mais comum a afetar os homens, ficando atrás apenas do câncer de pele. De acordo com as estatísticas, cerca de 200 mil homens deverão desenvolver o câncer da próstata neste ano no país.
Os especialistas examinaram mais de 200 casos de câncer de próstata e compararam os tecidos cancerosos com tecidos extraídos de mais de cem próstatas saudáveis.
Eles constataram que 27% dos cânceres continham o vírus XMRV, comparados a apenas 6% dos tecidos saudáveis.
Proteínas do vírus foram encontradas quase que exclusivamente em células de tumores malignos, uma indicação de que a infecção pelo XMRV pode estar diretamente associada à formação de tumores.
"Descobrimos que o XMRV estava presente em 27% dos cânceres de próstata que examinamos e que estava associado aos tumores mais agressivos", disse Ila R. Singh, pesquisadora da University of Utah e principal autora do estudo.
"Ainda não sabemos se este vírus causa câncer nas pessoas, mas esta é uma importante questão que vamos investigar".
O estudo levanta muitas outras questões sobre o XMRV, como, por exemplo, se ele também infecta as mulheres, se é transmitido sexualmente, quão comum seria na população e se estaria associado a cânceres de outros tecidos além da próstata.
Vários cânceres são causados por vírus. Entre eles estão os sarcomas, os linfomas e o câncer do colo do útero.

Fonte: BBC Brasil

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Sistema Sensorial e Sistema de Defesa - Download

Pessoal, aqui estão os links para download das apresentações em PowerPoint sobre o Sistema Sensorial e o Sistema de Defesa. Para baixar, clique no link e depois clique em baixar arquivo.

Sistema Sensorial:
http://www.megaupload.com/?d=7MDWH9OQ

Defesa do Corpo Humano:
http://www.megaupload.com/?d=Z7ZXDL6V

Detalhe: Os arquivos são pequenos e são rápidos pra baixar.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

O Coração

O coração é um órgão muscular que está localizado no meio do tórax. É um órgão oco. Os lados direito e esquerdo do coração possuem o átrio (uma câmara superior), que tem o trabalho de coletar o sangue e o ventrículo (uma câmara inferior que ejeta o sangue).
As principais funções do coração são o fornecimento de oxigênio ao organismo e a eliminação de produtos metabólicos (entre eles o dióxido de carbono).

Batimentos Cardíacos:
O coração realiza essas ações através dos batimentos cardíacos, que faz o sangue circular por todo o corpo e levar oxigênio e outras substâncias importantes para as células, e também coletar substâncias tóxicas e depois serem filtradas pelos rins e finalmente eliminadas as impurezas.
"Durante o batimento cardíaco, as câmaras cardíacas dilatam-se ao encherem-se de sangue - período denominado diástole - e, em seguida, eles contraem quando o coração bombeia o sangue - período denominado sístole. Os dois átrios relaxam e contraem concomitantemente, assim como os dois ventrículos.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

O Sangue

O sangue é um tecido conjuntivo, circula através do sistema vascular. É produzido na medula óssea vermelha e sua função é a manutenção da vida. Ele faz isso através do transporte de nutrientes e demais substâncias (toxinas, oxigênio e gás carbônico). A parte formadora do sangue corresponde a 45% de seu volume total, e os 55% restantes são formados pelo plasma, que é a parte líquida do sangue. E de outros 45% que formam os elementos formadores. Estão assim divididos: Plaquetas (coagulação do sangue), Hemácias (sua função é transportar o oxigênio) e Glóbulos Brancos (defesa do corpo). “As células do sangue de um animal são de 3 tipos: hemácias ou hematópico (ou eritrócitos, glóbulos vermelhos), leucócitos (ou glóbulos brancos) e plaquetas (ou trombócitos). O plasma, o componente líquido, é formado por 90% de água, 1% de substâncias inorgânicas (como potássio, sódio, ferro, cálcio), 7% de proteínas plasmáticas (albumina, imunoglobulinas e fibrinogénio, principalmente) e 1% de substâncias orgânicas não protéicas, resíduos resultantes do metabolismo, hormonas (hormônios). Apresenta dissolvidos gases como oxigênio e gás carbônico. Devido à presença da molécula da hemoglobina nas hemácias, nos animais vertebrados o sangue é de cor vermelha.

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