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terça-feira, 22 de setembro de 2009

Novas Espécies de Corais São Achadas em Galápagos

Cientistas descobriram até seis novas espécies de coral perto das Ilhas Galápagos, na costa do Equador, alimentando esperanças de que as formações podem ser mais resistentes ao aquecimento dos oceanos do que se acreditava.
O pesquisador Terry Dawson, da Universidade de Southampton, na Grã-Bretanha, que realizou a pesquisa marinha, disse à BBC Brasil que foram encontradas "cinco ou seis espécies novas para a ciência", além de "três outras que são novas para as Galápagos e são semelhantes a espécies encontradas em lugares como o Panamá e a Costa Rica".
Dawson acrescentou que também foi achada uma espécie que os cientistas acreditavam ter desaparecido após a última grande manifestação do fenômeno El Niño, entre 1997 e 1998.
O projeto de três anos, que procura auxiliar o governo do Equador na preservação do ecossistema das Galápagos, concentrou-se em duas ilhas - Wolf e Darwin - no noroeste do arquipélago.

El Niño

A descoberta levanta duas questões, disse Dawson. A primeira hipótese é que os corais seriam mais resistentes ao aquecimento das águas decorrente do El Niño do que se acreditava.
A segundo é que os corais podem estar se adaptando e se tornando mais resistentes ao fenômeno.
O pesquisador admite, contudo, que há pessimismo no mundo científico quanto ao futuro dos corais. Em longo prazo, se os corais não forem destruídos pelo aquecimento das águas, podem acabar vítimas da acidificação dos mares.
Esse fenômeno é provocado pela concentração de dióxido de carbono na atmosfera, que também provoca o aquecimento global.
Recifes de coral são formados por depósitos de carbonato de cálcio deixados ao longo de milhares de anos por bilhões de pequenos organismos chamados pólipos de coral.

Fonte: BBC Brasil

sábado, 11 de julho de 2009

Aquecimento está encolhendo ovelhas na Escócia.

Uma pesquisa britânica sugere que o aquecimento global está causando o encolhimento de um tipo de ovelha selvagem na Escócia.
Os pesquisadores do Imperial College, em Londres, vinham estudando, desde 1985, a ovelha Soay, comum na ilha de Hirta, no arquipélago remoto de St.Kilda.
Em 2007, os cientistas divulgaram que o tamanho dos animais havia diminuído em média 5% - as pernas ficaram menores e o peso do animal teria caído.
No estudo, publicado na edição desta semana da revista científica Science, os pesquisadores explicam que esse fenômeno estaria relacionado com a mudança climática, já que os invernos menos rigorosos estariam ajudando ovelhas menores a sobreviver, resultando no que os cientistas chamam de uma “redução paradoxal de tamanho”.
“No passado, apenas as ovelhas e bezerros maiores e mais saudáveis que haviam acumulado peso durante o primeiro verão poderiam sobreviver ao inverno rigoroso de Hirta”, disse Tim Coulson, que coordenou o estudo.
Ele explica que, por conta do aquecimento global, o capim para alimentação dos animais está disponível por um período maior de tempo nas ilha.
“As condições de sobrevivência não são tão desafiadoras – até mesmo as ovelhas que crescem mais lentamente têm a chance de sobreviver, e isso significa que animais menores estão se tornando cada vez mais predominantes na população”, disse Coulson.
Para chegar aos resultados, os pesquisadores usaram uma fórmula criada pelo teórico evolucionista George Price para prever como um traço físico, como o tamanho do corpo, por exemplo, poderia mudar de uma geração para a outra.
Com base nessas informações, os cientistas puderam “reformular a equação” de Price e usá-la para descobrir o impacto de fatores externos no tamanho das ovelhas.
O grupo identificou que o meio ambiente local tinha um impacto maior nos animais do que a pressão evolutiva para aumentar de tamanho.
Mãe jovem
O grupo de cientistas também identificou que as ovelhas mais jovens tendem a dar à luz a bezerros menores – um fenômeno chamado por eles de “efeito da mãe jovem”.
Coulson afirma que esse fenômeno, combinado com as mudanças no meio ambiente “suprimiu o que poderíamos esperar da seleção natural”.
Os cientistas acreditam que o tamanho das ovelhas continuará diminuindo no futuro.
“O próximo passo será ampliar nossa descrição sobre uma mudança que ocorreu no passado para um modelo de projeção”, disse Coulson.
Ele conclui que ainda é cedo para afirmar se o tamanho dos animais irá reduzir tanto que as ovelhas poderão “caber no bolso” dentro de 100 anos.

Fonte: BBC Brasil.

São descobertos na Austrália mais três espécies de dinossauros.

Paleontólogos australianos anunciaram a descoberta de três espécies de dinossauros cujos fósseis foram escavados na chamada formação Winton, uma região rochosa do período Cretáceo localizada no Estado de Queensland, nordeste do país.
Uma das espécies, o carnívoro Australovenator wintonensis, foi descrita como um predador com três garras penetrantes em cada pata, maior e mais temeroso que o Velociraptor retratado no filme Jurassic Park.
Leve e ágil, este caçador era capaz de perseguir e alcançar facilmente sua presa em um terreno aberto, disseram os cientistas.
As outras duas espécies eram herbívoras: o Witonotitan wattsi era um animal magro e alto, semelhante a uma girafa, enquanto o Diamantinasaurus matildae tinha formas mais corpulentas, como um hipopótamo. Ambos eram titanossauros, as criaturas mais pesadas que já viveram na Terra.
Batizados em referência aos titãs da mitologia grega, foram um dos últimos saurópodes do período Cretáceo, cerca de 100 milhões de anos atrás.
Importância
Detalhes da descoberta foram publicados na revista científica de acesso aberto PLOS One por uma equipe de pesquisadores liderada pelo curador de Geociências do Museu de Queensland, Scott Hocknull, e colegas do Museu de História Natural da Austrália.
Os novos dinossauros foram apelidados pelos cientistas através de referências à canção Waltzing Matilda, uma espécie de ‘hino’ do folclore australiano, composta no final do século 19 pelo compositor Banjo Patterson na cidade de Winton.
Banjo (o Australovenator) e Matilda (o Diamantinasaurus) – possivelmente predador e presa – foram encontrados juntos em um lago de 98 milhões de anos, afirmaram os cientistas. O Witonotitan foi apelidado de Clancy.

Arte mostra os fósseis dos dinossauros encontrados
As novas espécies ficarão no Museu da Era dos Dinossauros Australiana, em Winton, que começará a ser construído nesta sexta-feira em Queensland, com expectativa de término em 2015. Segundo as autoridades australianas, a formação Winton já rendeu mais fósseis de dinossauros que o resto do país.
“O histórico de dinossauros da Austrália é excepcionalmente pobre comparado ao de outros continentes com tamanhos similares”, escreveram os autores.
“Uma melhor compreensão da história dos dinossauros na Austrália é crucial para entender a geografia paleontológica global do grupo dos dinossauros, incluindo de grupos que anteriormente se considerava terem origem em Gondwana (o supercontinente do hemisfério sul formado pela separação da Pangea), como os titanossauros e os carcarodontossauros.”
A imprensa australiana disse que o anúncio recoloca o país no mapa das descobertas de grandes dinossauros pela primeira vez desde 1981, ano em que foi anunciado o Muttaburrasaurus, um grande herbívoro quadrúpede capaz de se apoiar nas duas patas traseiras.

Fonte: BBC Brasil.

Brasil tem o maior número de pássaroa ameaçados de extinção.

O Brasil é o país com maior número de espécies de pássaros ameaçadas de extinção em todo o mundo, segundo o mais recente relatório da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN, na sigla em inglês), divulgado nesta quinta-feira.
De acordo com a Lista Vermelha das Espécies Ameaçadas, 122 espécies de pássaros correm o risco de desaparecer no Brasil. Em seguida, vêm Indonésia, com 115, e Peru, com 93.
Na lista de mamíferos ameaçados, o Brasil fica em quarto lugar, com 82 espécies. O país com maior número de espécies sob risco é a Indonésia, com 183; seguida por México, com 100, e Índia, com 96.
Em todo o mundo, mais de 800 espécies de animais e plantas já foram extintas nos últimos 500 anos e cerca de 17 mil espécies correm risco de desaparecer, segundo o relatório da IUCN, compilado a cada quatro anos.
O relatório foi publicado pouco antes do prazo fixado por governos internacionais para avaliar os progressos em relação à meta de combate à perda de biodiversidade até 2010. Segundo a IUCN, esses objetivos não serão cumpridos.
Ao todo, 44.838 espécies – apenas 2,7% do 1,8 milhão de espécies já descritas – foram analisadas.
O documento mostra que pelo menos 869 espécies foram completamente extintas ou extintas em seu habitat natural, mas o número pode chegar a 1.159 se forem consideradas as 290 espécies classificadas como possivelmente extintas, que formam parte do grupo de espécies criticamente em perigo.
Ameaças
Ao todo, pelo menos 16.928 espécies estão ameaçadas de extinção, incluindo quase um terço dos anfíbios, mais de um em cada oito pássaros e quase um quarto de todos mamíferos, de acordo com a lista.
Considerando-se a pequena proporção de espécies analisadas, o número pode ser apenas "a ponta do iceberg", mas daria uma boa idéia do risco, segundo a IUCN.
“Quando os governos adotam ações para reduzir a perda de biodiversidade há alguns avanços, mas ainda estamos longe de reverter esta tendência”, disse Jean-Christophe Vié, vice-diretor do Programa de Espécies da IUCN e editor do relatório.
“É hora de reconhecer que a natureza é a maior empresa da Terra, trabalhando para o benefício de 100% da humanidade – e o faz de graça. Os governos deveriam se esforçar tanto, ou mais, para salvar a natureza como se esforçam para salvar os setores financeiros e econômicos.”

Os mamíferos marinhos estão entre as espécies ameaçadas. Segundo Vié, a crise da biodiversidade é muito mais severa do que a crise econômica ou dos bancos. Na Europa, 38% das espécies de peixe estão ameaçadas e no leste da África este número chega a 28%.
Um dos principais motivos para os altos índices de risco seria a alta interrelação entre sistemas de água doce, que permite que a poluição se espalhe e que novas espécies invadam o habitat de outras e o desenvolvimento de recursos aquáticos.

Mar
No mar, a pesca excessiva, mudanças climáticas, espécies invasoras, desenvolvimento da costa e poluição respondem pelas ameaças.
Seis das sete espécies de tartarugas marinhas estão ameaçadas de extinção, assim como 27% das 845 espécies de corais. Outras 20% das espécies de corais estão quase ameaçadas de extinção, segundo a Lista Vermelha.
Os pássaros marinhos também estão mais ameaçados do que os pássaros terrestres, com 27,5% das espécies em extinção, em comparação com 11,8% dos pássaros terrestres.
A principal causa de extinção e ameaça das espécies terrestres é a destruição de habitats por agricultura, exploração de madeira e desenvolvimento. A caça insustentável é a segunda maior ameaça aos mamíferos, atrás da perda de habitat.
“O relatório é uma leitura deprimente”, disse Craig Hilton Taylor, diretor e co-editor da Lista Vermelhada IUCN.
“Ele nos mostra que a crise de extinção está ruim ou ainda pior do que acreditávamos. Mas ele também mostra as tendências que essas espécies seguiram e portanto é parte essencial dos processos de tomada de decisão.”
A Lista Vermelha acompanha as tendências de risco de extinção em grupos de espécies, separados por regiões e habitats. Ela só considera espécies não extintas a partir do ano 1500.

Fonte: BBC Brasil

A Origem Humana

A evolução humana é uma das áreas mais discutidas da biologia. Houve época em que os paleoantropólogos a viam como um processo quase linear, com um número relativamente pequeno de ramos na árvore familiar humana. Mas nos últimos anos novas descobertas de fósseis revelaram que pelo menos meia dúzia de espécies de hominídeos podem ter vivido em algum momento. O interessante é que, de toda a família de hominídeos, restamos apenas nós.A família hominídeaOs hominídeos surgiram quando nossos ancestrais finalmente se separaram dos macacos, divisão evolutiva datada atualmente entre 6 e 8 milhões de anos atrás. Um grande número de fósseis deixa claro que os hominídeos surgiram na África e depois se espalharam para outras partes do mundo. Os primeiros membros da família - pertencentes ao gênero Ardipithecus - tinham muitas características semelhantes às dos macacos, mas os australopitecinos, que os seguiram, tinham a postura ereta, assim como o cérebro ligeiramente maior. O Homo habilis, que surgiu cerca de 2,4 milhões de anos atrás, marcou o início da linhagem que levaria diretamente a nós. Foi o primeiro capaz de fazer ferramentas de que se tem notícia, e provavelmente o último de nossos ancestrais a viver exclusivamente na África.Em contrapartida, seu sucessor, o Homo erectus, se espalhou pela Europa e também pela Ásia. Tendo surgido há aproximadamente 2 milhões de anos, essa espécie era muito mais hábil na construção de ferramentas, e cinzas encontradas em sítios de fósseis indicam que também fez uso do fogo. Ainda existem dúvidas sobre a nossa evolução. E, para complicar um pouco mais, estudos recentes levam a crer na coexistência, durante pelo menos meio milhão de anos, entre H. habilis e H. erectus.Visões conflitantesHá duas explicações conflitantes a respeito da evolução humana. Segundo a hipótese multirregional, os humanos modernos evoluíram a partir do Homo erectus em várias partes diferentes do mundo. Normalmente, esse tipo de processo produziria várias espécies separadas, mas os multirregionalistas acreditam que os primeiros humanos freqüentemente cruzavam entre si, impedindo a formação de espécies locais. Outra hipótese é de que os humanos modernos evoluíram na África e depois migraram para outras partes do mundo, substituindo os hominídeos que já se encontravam ali.Relógio mitocondrialPara resolver essa questão, as evidências fornecidas por seres humanos vivos são tão importantes quanto aquelas fornecidas pelos fósseis. Esses dados modernos foram tirados do pequeno DNA circular encontrado na mitocôndria - as usinas energéticas das células vivas. Ao contrário do DNA encontrado no núcleo das células, o DNA mitocondrial (DNAmt) é uma herança intacta inteiramente materna. O resultado é que as únicas mudanças são as mutações aleatórias, que se estabelecem ao longo do tempo. Desde o final dos anos 1980, vêm sendo feitas tentativas para ler esse relógio DNAmt, para datar o mais recente ancestral comum a todas as pessoas que vivem na Terra.Lá e cáAté agora, dados obtidos a partir do DNAmt indicam que os humanos modernos surgiram na África entre 140 mil e 300 mil anos atrás. Alguns pesquisadores supõem que eles emigraram da África numa única onda, talvez por volta de 50 mil anos atrás, mas, segundo estudos genéticos recentes, pode ter havido várias ondas, e a migração também pode ter ocorrido na direção inversa. Quaisquer que sejam as datas precisas, o DNAmt humano é muito semelhante em pessoas de todo o mundo, indicando que nossa espécie ainda é jovem - em outros primatas, o DNAmt é bem mais diversificado.Então havia umSe a hipótese da origem africana for verdadeira, então o que aconteceu aos hominídeos que já estavam na Europa e na Ásia quando chegaram os homens modernos? Na época, esses habitantes eram os neandertais - hominídeos de estrutura forte com crânio maior do que o dos homens atuais. Alguns paleoantropólogos acreditam que os neandertais se misturaram com os seres humanos modernos, mas a maioria suspeita que eles tiveram um destino mais desolador. Apesar do tamanho do crânio, foram superados tecnologicamente pelos recém-chegados. Por exemplo, parece que os neandertais nunca inventaram armas que pudessem ser atiradas. Depois de milhares de anos sendo marginalizados, acabaram extintos.

Fonte: UOL

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Quantas espécies de animais existem?


Dizemos que os animais pertencem a espécies diferentes quando não podem procriar entre si e gerar outros que também possam. Esta é a razão pela qual os animais se mantém diferentes. Existem ao todo mais de um milhão de espécies animais. Mais da metade das espécies existentes são insetos.

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